Por Fabíola Lago
Cada
vez mais o currículo será substituído por perfis profissionais em redes sociais. Primeiro porque as empresas tem aumentado qualitativamente seus
investimentos em social recruiting, pois
sabem que os talentos estão na web, em comunidades especializadas e é assim que
fazem seus networks. Segundo, porque as redes sociais permitem uma visão muito
mais abrangente do candidato. Quais são seus temas seu interesse, sua relação
familiar, relacionamento com amigos e assim por diante. Essa já é uma prática realizada por milhares
de RHs nos Estados Unidos e a tendência é que no Brasil essa estratégia de
recrutamento seja implantada em pouco tempo.
Ou
seja, em algum momento um recrutador pode estar de olho em seu nome no serviço
de busca do Google, no Facebook e nas redes profissionais, como por exemplo, o
BeKnown. Mas não queremos dizer com isso que você deve entrar num clima Big
Brother, de sentir-se “espiado” o tempo todo e por isso mesmo, perder sua
espontaneidade com os amigos. Se você não tem do que se envergonhar na sua vida
pessoal, não há porque se preocupar. Basta gerenciar seus conteúdos nas redes
certas. Separamos dez dicas bem preciosas para construir uma imagem
profissional equilibrada e positiva nas redes sociais para empregadores sem
perder sua atuação em outros níveis de sua vida.
1
– Conheça bem a plataforma que você vai usar. Cada uma delas possui uma
reputação, uma “cara” no mercado social. Algumas são mais associadas ao
empreendedorismo e à inovação. Outras ao networking, à partilha de conhecimento
de sua área profissional e assim por diante. Algumas têm como foco única e
exclusivamente a publicação de imagens, como é o caso do Instagram e do
Pinterest. Conhecendo bem o perfil de seus usuários, suas ferramentas, você
aproveitará muito mais seus recursos e para apresentar-se adequadamente e não
parecer um peixe fora d’água na rede errada.
2
– Não seja afoito para coletar retornos profissionais rapidamente. Você pode
passar a imagem de desespero ou de um carreirista egocêntrico. O grande barato
é saber expor tudo o que você faz ou fez de bom profissionalmente. Mostrar
links de seus projetos, artigos publicados, blog, sites, atuações acadêmicas ou
em eventos corporativos. Se você tem o que mostrar, não é preciso “pedir”
emprego a ninguém. Vá construindo seu network, adicionando pessoas de seu
interesse e alimentando sua rede com conteúdos da sua área profissional. Tome
cuidado para não ser invasivo.
3
– Personalize todas as suas comunicações em rede. Chame as pessoas pelo nome
para que elas se sintam prestigiadas e com um tratamento diferenciado. Se você
só se comunica de forma massiva com todos, sem distinção, é provável que em
pouco tempo as pessoas sintam-se usadas apenas para fazer volume à sua rede.
Prestigie os conteúdos postados por colegas de trabalho e se acreditar que são
relevantes, ajude a compartilhar. Pessoas que utilizam a rede em mão única,
postando apenas o que é de interesse próprio são vistas como “predadoras”, o
que é muito negativo. Procure ter sempre uma postura colaborativa.
4
– Depois de sedimentar sua imagem, postar conteúdos, seus projetos e
experiência profissional, vá atrás das conexões de seu interesse. Seja
simplesmente… honesto. Para novos relacionamentos, explique o “porquê” do seu
pedido de conexão com essa pessoa em particular. Apresente seu interesse, que a
conheceu em um determinado seminário ou sabe que ela trabalhou em uma empresa
que é de seu interesse. Mostre o que você tem em comum, seja gentil e honesto.
5
– Algumas pessoas deixam seu perfil público, outras, fechados. E há quem
realmente não se importe em misturar tudo e sabem lidar bem com isso: amigos de
longa data com pessoas que conheceu outro dia; parentes e ex-chefes. Antes de
pedir para ser adicionado, perceba qual é o estilo dela para não criar constrangimento.
Para evitar gafes, o melhor é, se você tem apenas uma relação profissional,
conectar-se somente em redes estritamente profissionais. Se a pessoa com quem
você uma conexão é mais extrovertida, pública, aberta, vá em frente. O barato é
ser sensível.
6
– Evite clichês e frases feitas na sua comunicação profissional. Enaltecer a
própria trajetória, comparar-se à grandes pensadores e dizer o que já está mais
do que dito, não o diferencia nas redes profissionais. Ao contrário, o deixa
mais vulgar. Seja parcimonioso ao divulgar e compartilhar frases de autoajuda
ou de autoestima. Pega muito mal coisas do tipo: “Falar de mim é fácil, difícil
é ser eu”, “Sua inveja faz a minha fama”, “meu maior defeito é que sou
perfeccionista” dentre outras frases desse gênero. Recadinhos e indiretas
anônimos também demonstram imaturidade.
7
– Respeite o tempo do outro, seja objetivo. Afinal ele ficou escasso para todo
mundo. Ganhamos na velocidade de informação, mas também nos tornamos mais
conectados, mais ambiciosos (no melhor sentido) e por isso mesmo, nem sempre dá
para fazer aquele chat tranquilo. Quando seu interesse for conexões pra
realizar negócios ou alçar um novo emprego, procure ser objetivo sem ser
ríspido. Depois do “oi”, “tudo bem”, “e a família”, pergunte se a pessoa dispõe
de um minuto para atendê-lo. E coloque sua necessidade. Todo mundo vai entender
sua objetividade.
8
– Crie situações off line. Sempre que possível, tente encontrar com as pessoas
de sua comunidade profissional pessoalmente. Por mais bacana que seja sua rede
ou sua experiência profissional, um aperto de mão, uma conversa com olhos nos
olhos estreitam muito mais as relações. Frequente seminários, feiras de
negócios, eventos acadêmicos e convide as pessoas da sua rede para criar esse
espaço de interação mais presencial.
9
– Por mais tentador que seja, naquele momento de depressão, de fim de
relacionamento amoroso, aguente firme e não desabafe na rede. Você vai se
arrepender depois! Questões pessoais, só com amigos íntimos, em mensagens
privadas ou naquele boteco que tem o barman mais paciente do mundo!
10
– A forma de se expressar nas redes também deve ser observada. Ok, no twitter
você só tem 140 caracteres, então abreviações do “internetês” são reconhecidas
com uma necessidade. Mas nada de escrever “aki”, “iço”, para economizar um
caractere. A Língua Portuguesa não merece. Procure escrever corretamente
sempre, em todos os canais de mídias sociais.

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