Depois
de passar por três demissões em grandes companhias como Bunge, Brother
International e Brookfield, onde atuou como diretor-financeiro, Ricardo Leite,
de 51 anos, conseguiu reverter a situação e conquistou o seu primeiro cargo
como diretor-geral em uma empresa da área de meio ambiente há um ano e meio. Os
desligamentos, que ocorreram ao longo de quase 14 anos de carreira, segundo
ele, não o pegaram de surpresa.
“Há
sinais claros de quando a empresa está querendo demitir um executivo. Fazem
reuniões e não nos chamam, por exemplo. Quando há algum tipo de fusão ou
aquisição, é certo que a outra empresa trará a sua equipe. E quando o negócio
não está indo muito bem, o primeiro campo a ser mexido é o alto escalão. Foi o
que aconteceu comigo”, diz.