Com
a proximidade do final do ano, é comum despontar na mídia previsões sobre o que
vai acontecer nos próximos doze meses. No mercado de trabalho não é diferente.
Já se fala, por exemplo, que com a possível retomada de crescimento da economia
brasileira a geração de empregos formais voltará a aquecer em 2013. Outra boa
notícia - esta suportada por pesquisas e estudos que vêm sendo desenvolvidos
sobre o futuro do mercado de trabalho - é que, ao longo da próxima década,
também deve aumentar a demanda no país por profissionais com visão de negócios
voltada para temas como inovação, qualidade de vida e sustentabilidade. Além
disso, oportunidades para carreiras profissionais que inclusive ainda nem
existem também devem ser criadas.
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| Imagem: Divulgação |
Para
quem ainda está decidindo qual profissão seguir, uma boa referência é a
pesquisa “Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria
Brasileira – 2020”, que aponta nove profissões do futuro, conforme os maiores
índices de perspectivas profissionais. Realizado pela FGV-RJ a pedido da
Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o estudo mostra que a
procura maior será por profissionais nos ramos de engenharia, compras,
comercial, gestão de qualidade e tecnologia da informação (clique aqui para
acessar os resultados da pesquisa).
Entre
os profissionais que serão mais disputados pelo mercado de trabalho já em 2003
estão, na opinião de Leonardo de Souza, diretor da Michael Page, engenheiros
civis, mecânicos e eletricistas. Ele inclui ainda nessa lista os profissionais
de projetos, os que trabalham na área de Pesquisa & Desenvolvimento e
aqueles com experiência na arquitetura de sistemas de e-commerce/internet.
“Além das competências técnicas para cada uma dessas profissões, é cada vez
mais importante que os profissionais tenham competências de liderança para a
condução de equipes, visão de negócio, mobilidade para mudanças e habilidade em
outros idiomas”, afirma Souza.
Mas
antes de sair apostando todas suas fichas nas profissões tidas como as mais
promissoras, vale seguir algumas recomendações. Andrea Huggard Caine, diretora
de Certificação Profissional da ABRH-Nacional, ressalta, por exemplo, a
importância de as pessoas trabalharem com algo que realmente gostem. “Isso é
fundamental porque dá brilho nos olhos, aumentando a probabilidade de o profissional
dar certo e, consequentemente, ser bem remunerado.” Ainda sobre a remuneração,
ela observa que o salário não é a única moeda a ser considerada para a escolha
entre uma ou outra profissão. “Ambiente de trabalho, aprendizado contínuo,
crescimento acelerado, exposição à liderança, possibilidade de participar de
projetos interessantes e trabalhar com inovação, bons benefícios e certa
estabilidade também são moedas a colocar na balança.”
Sobre
as competências necessárias para ser um desses profissionais do futuro, Andrea
destaca que é preciso ser articulado e saber fazer conta. “Pode parecer óbvio,
mas nem sempre são coisas tão fáceis, porque a forma de se expressar no
trabalho é diferente do que muitas vezes fazemos na universidade.” Fora os cálculos
específicos de cada área, ela sugere que os profissionais também saibam o
básico de estatística e finanças. “Quem não entende estatística não consegue
analisar pesquisas, métricas e informações com qualidade. E quem não entende o
básico de finanças não consegue entender os fundamentos de qualquer empresa.”
Independentemente
da profissão, para aumentar as chances de ser bem-sucedido, também é preciso se
manter sempre bem informado e atualizado. Para isso, Andrea indica a leitura de
revistas de atualidades e a conversa com pessoas que já estejam trabalhando há
algum tempo em posições mais representativas. “Observe a linguagem e a forma
que os outros estruturam pensamentos. E aprenda a aprender. Isso vai lhe dar
autoconfiança”, finaliza.

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