Da vilamulher
Você
já deve ter ouvido o ditado "o peixe morre pela boca", certo? Pois é,
muito do que falamos pode contar pontos a favor ou contra nós mesmos no
ambiente profissional. E como muitas vezes a primeira impressão é a que fica,
você deve imaginar como é difícil reverter um mal entendido, não é?
Às
vezes não são nem as frases como um todo, mas algumas palavrinhas ou expressões
podem comprometer o que você realmente gostaria de dizer inicialmente. Quem
levanta essa tese é Karen Friedman, autora do livro "Shut Up and Say
Something: Business Communication Strategies to Overcome Challenger and
Influence Listeners" ("Cale a Boca e Diga Algo: Estratégias de
Comunicação Empresarial para Superar Desafios e Influenciar os Ouvintes",
em tradução livre).
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| Imagem: Divulgação |
A
coach reúne na obra alguns exemplos de expressões e explica porque elas podem
ser tão maléficas.
Seguem
alguns exemplos:
"Não
é o meu trabalho": deixa claro o que você não quer fazer a tarefa e
demonstra falta de flexibilidade.
"Eu
acho...": conhecida por alguns especialistas como frase de desconto (assim
como "Eu imagino..." e "Eu acredito..."), ela reduz o poder
da mensagem e torna o emissor menos competente do que é.
"Eu
não sei": a frase pode expressar falta de iniciativa para dar o próximo
passo
"
Isso
é impossível": essa frase é negativa e dá entender que você não está
disposto nem mesmo a tentar.
Já
na opinião de Villela da Matta, fundador e presidente da Sociedade Brasileira
de Coaching, listar as frases que devem ser evitadas não é um modo produtivo de
lidar com questões como comunicação, motivação e postura empresarial. Isso
porque o significado depende do contexto, do momento e da interpretação de quem
ouve.
E
dá um exemplo: "Você pode dizer para o seu gerente: ‘Não vejo a hora de
tirar férias’, e ouvir a seguinte resposta: ‘Você realmente tem se esforçado,
se há alguém que merece férias é você’. Ou pode ouvir esta outra resposta:
‘Isso é hora de pensar em férias? O departamento está se matando para cumprir
as metas e você não está nem aí?’"
Villela
também defende que, quando falamos algo inadequado não podemos achar que a
frase escapou por inocência. Isso foi um ato falho, um conteúdo que já povoava
nosso inconsciente. "A melhor forma de evitar dizer o que não deve é
colocar em prática o policiamento obsessivo", pensa. "E mesmo assim
você ainda corre o risco de reprimir coisas que podem vir à tona no momento
mais inadequado possível", completa.
A
solução para esse problema está em potencializar nosso poder de concentração. O
presidente da Sociedade Brasileira de Coaching sugere que nos questionemos.
Quais são os meus valores? De que modo eles se manifestam na minha comunicação
no trabalho? Estou buscando ativamente a minha satisfação profissional ou
espero que a empresa faça isso por mim? De que maneira isso que eu estou
pensando ou dizendo agora contribui para as melhorias que eu quero ver
acontecer em minha vida e em minha carreira?
O
especialista ressaltando que teremos foco, objetivos e propósitos realmente
relevantes para nós quando conhecermos nossos próprios valores. Dessa forma,
conseguiremos alinhar pensamentos, palavras e ações de modo coerente e positivamente
direcionado. "Responsabilize-se por gerar sua própria motivação, e você
não terá que se preocupar com frases que possam dar aos outros a impressão de
que está desmotivado", finaliza.
Por
Juliana Falcão (MBPress)

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