Do pme.estadao
Para
mudar de patamar, fazendo o empreendimento se expandir e se desenvolver, é
importante que empresários não ajam por impulso
A
Clínica Phoenix, que oferece massoterapia, acupuntura e estética, foi criada
por Marcos Lopes em 1994. Segundo ele, durante muito tempo o negócio foi
bastante próspero, mas nos últimos quatro anos houve uma estabilização.
Preocupado, ele diz que procurou o Sebrae em busca de orientação, porque além
de alavancar o negócio, desejava transformá-lo em franquia.
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| Lopes está reorganizando a Clínica Phoenix com a ajuda do Sebrae |
O
consultor do Sebrae- SP que o atendeu, Fabiano Nagamatsu, diz que Lopes foi
orientado a fazer um plano de negócio para retomar o crescimento, antes de
virar um franqueador. “Com o plano de negócio nas mãos, ele percebeu que o
lucro de sua empresa era menor do que supunha”, diz Nagamatsu.
Lopes
conta que agora está reorganizando o fluxo de caixa. “Dessa forma vou ter maior
controle sobre o que tenho para pagar e o quanto tenho para receber. Também
identificamos que a principal carência da clínica estava na área de marketing,
e já estou iniciando um trabalho agressivo de divulgação.”
Segundo
Lopes, depois da reorganização, sua intenção é transformar a marca em franquia.
“Tenho know-how de quase 20 anos e um nome reconhecido no mercado.” Ele conta
que, em paralelo, já está produzindo um manual para padronizar os serviços.
“Também já registrei a marca no Instituto Nacional de Propriedade Industrial
(Inpi).”
Para
o dono da Improve Assessoria Empresarial e Bureau de Créditos, Plínio de
Oliveira Junior, manter negócio operando sempre do mesmo jeito porque está
dando dinheiro, não significa que a empresa está crescendo. “Enquanto esse
empresário está apenas se mantendo, uma outra empresa do mesmo segmento pode
estar crescend0.” Para ele, os donos devem buscar sempre o aprimoramento
técnico.
Nagamatsu
diz que existem duas saídas para empresários que desejam expandir o negócio ou
aumentar as vendas. “Infelizmente, a maioria acaba optando pelo olhômetro. Isso
quer dizer que ele só analisa as entradas financeiras e o volume de vendas, sem
considerar a estrutura interna e a tendência de mercado.”
Segundo
ele, implantar medidas por impulso compromete o ciclo de vida da empresa. “Essa
atitude pode levar o negócio à falência ou a contrair uma dívida alta com os
bancos.” Ele afirma que o mais recomendável é o planejamento feito com base no
plano de negócio. “Muitos acham que ele só serve para quem está iniciando uma
empresa. Isso não é verdade. Ele também é vital para quem quer expandir.”
Para
ajudar o pai a impulsionar o Laboratório Itapetininga de Análises Clínicas, no
mercado há 21 anos na cidade de mesmo nome, o jovem pós-graduado em gestão
empresarial Tomás Dzioba, assumiu a administração.
“Minha
participação é para modernizar os processos. Há três meses, por exemplo,
passamos a usar o software Jalis, que é bastante sofisticado e comanda todas as
operações da empresa.” Ele diz que, além de tecnologia, a empresa também
investiu em nova estrutura, com 410m², planejada para ser o laboratório.
Todas
as transformações, diz o jovem, foram determinadas pelo plano de negócio. “Nele
incluímos as rotinas e os controles dentro do laboratório, para não ter
desperdício. Em relação a mudança para uma área maior, avaliamos quantos
funcionários mais seriam contratados, qual seria o investimento com os encargos
trabalhistas, e em quanto tempo o retorno viria.”
Já
o dono da escola de informática e de rotinas administrativas Ideal Qualificação
Profissional, Newton Rossi Gouvêa, que largou o emprego no Banco do Brasil para
empreender, conta que procurou o Sebrae assim que pediu demissão, em 2006.
“Primeiro, quis estabelecer uma estratégia e definir o plano de negócio.”
Segundo
ele, nos seis anos de atividade, a empresa tem crescido acima da meta de 10% ao
ano. “Vamos fechar 2012 com crescimento de 22%.” Em sua opinião, o planejamento
é determinante para o crescimento de qualquer negócio. “Ele ajuda a aumentar o
lucro e a reduzir a possibilidade de erros. É arriscado o pequeno empresário se
lançar no mercado sem planejamento, porque os recursos são limitados e não permite
erros.” Assim como Lopes, Gouvêa também está se preparando para transformar a
sua marca em franquia.

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